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O peso do coração - Parte 1

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Uma medida, dois pesos.

Nosso subconsciente e nossa perspectiva tende a estar em constante mudança pelos fatos externos e assim, transformamos nossa visão sobre o que nosso companheiro sente. Por vezes subjugamos, porém, geralmente aumentamos e criamos ilusões que deixamos andar em paralelo à realidade. Desta forma criamos uma imagem distorcida sobre o outro, esperando algo que não virá e dedicamos muito esforço ao que não vale à pena.
Quem já não parou para pensar sobre o quanto ama alguém, e o quanto sente é bem maior que o sentimento vulgo recíproco do parceiro? Temos sempre uma perspectiva alienada que visa de fora pra dentro, fazendo com que o que acontece a nossa volta seja levando para nosso subconsciente e transformado em algo por vezes nocivo.
Os envenenamentos dos relacionamentos são praticados pelo próprio casal que, em doses pequenas cumulativas ou através de uma overdose contaminam o prazer de se sentir bem com o que o outro tem a nos oferecer.

Se depois de ler tudo isso ainda quiser uma segunda opção, pode tentar fazer o mesmo que o casal, ao som de Bob Dylan:



Podemos fixar em nosso entendimento que existem formas diferentes de amar, pois pessoas são diferentes na forma de pensar, de viver de existir ou até mesmo de ver TV e digitar um e-mail ou ler este texto...
Os pensamentos se diferem ao longo da vida de uma pessoa, pois ela vai experimentar vários sabores diferentes, ver lugares diferentes, ler livros diferentes, gostar de musicas e bandas diferentes e aprender assuntos diversos sob perspectivas e conceitos diferentes dos demais. Desta forma cada sentimento nascido e cultivado ao longo de uma vida vai se transformar e definir como alguém irá reagir aos futuros desafios, inclusive no desafio de demostrar o amor.

Você sempre poderá medir seu sentimento mas nunca terá uma medida correta.


Demonstrar a forma de amar é um caminho de pedras para os casais que querem manter um relacionamento estável, duradouro e rejuvenescedor
“Um relacionamento cheio de abalos envelhece”
Sendo assim, sabendo que o universo de uma pessoa é diferente de outra, como podemos cobrar algo que é tão intimo? Temos formas distintas de sentir e enxergar o próprio sentimento.
Não adianta, cobrar do outro uma reciprocidade no afeto dado é como pedir para que o outro seja você, e convenhamos, se o seu amado fosse parecido com você, talvez nem você mesmo não o queria tão parecido assim... Certo?  ; )
Em potencial, o fato é que precisamos respeitar as diferenças que aparecem ao longo de um relacionamento, as divergências que surgirem (e sempre irão surgir) devem ser tratadas com racionalidade por mais que você esteja querendo berrar como um leão esfomeado. A racionalidade em momentos críticos são uma característica de um grupo bem discreto de pessoas que realmente sabem o que querem. Tente ser deste grupo também e verá como é bom ter o controle sobre fatos que antes não eram domáveis.

"Não suba aí... Isso irá te fazer chorar."


Um relacionamento saudável dependerá de como cada um expõe seu sentimento e como o outro absorve.
Nem sempre é fácil conciliar estes “extremos”, mas um resultado satisfatório é sempre gratificante.






É isso! Assim que estiver concluído posto a continuação deste assunto.

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