Atitudes que fazem a diferença - Parte 1
terça-feira, 28 de setembro de 2010
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| Você quer ser como ele? |
O cultivo do afeto parece ser tão complicado para algumas pessoas entenderem e assim acabam se deixando levar pelo ‘vamos ver no que dá’. Então, não poderá existir estrutura que permaneça em pé e firme após o tempo da vida do casal. E se não houver uma cumplicidade mútua e engajada de ambas as partes, uma complementação, uma sensualidade nos atos, uma entrega sutil de um pelo o outro sincronizando os desejos e vontades o casal desfalecerá mais cedo ou mais tarde.
Os cuidados devem ser diários, semanais, mensais e anuais. Devem ser até onde o interesse pelo outro e nas coisas que vem dele é verdadeiro. Se quisermos cultivar algo duradouro, os cuidados devem ser 24 horas. 24 horas em analogia do tempo que existe entre você e a outra pessoa.
Um exemplo clássico do que acontece com todos os casais ‘meio mornos’ e que pode abalar o relacionamento a curto e médio prazo [imagine a longo prazo!].
Ele chega a casa dela e como de costume espera dentro do carro, talvez com pressa, talvez tranqüilo, talvez ‘nem aí’.
Ela sai de casa, abre a porta do carro e entra.
Ela está vestindo a mesma roupa que tem costume em sair com ele.
Trocam um beijo apático quase que por educação. [Seria melhor ter esperado para se beijarem quando realmente desejassem aquele beijo].
Enquanto há o beijo eles nem se olham. Ele não percebe que ela cortou o cabelo, ela não percebe que ele não fez a barba.
Saem e irão ter uma noite de um casal comum num namoro comum. Um casal como nuvem que já choveu toda sua chuva.
O tempo passará e secará a umidade do casal, e então sabemos o final desta historia.
O tempo passará e secará a umidade do casal, e então sabemos o final desta historia.
Em outra situação ele chega atrasado ou pontual, tanto faz. Sai do carro e espera por ela sair de casa.
Ele usa perfume e mesmo sendo um dia comum veste uma das melhores roupas. A ocasião é casual, mas o interesse é enorme.
Ela sai e sorri para ele que permanece esperando [like a stone ;-)] e abraça ele.
Ela também veste uma roupa especial para os dois, ela sabe que qualquer roupa que possui pode ser substituída, mas aquele cara ela não quer trocar, não quer perder, até enquanto eles existirem.
Ela [ou ele] trouxe uma singela surpresa, mostra, e por mais que seja inesperado e singelo ele não deixará de retribuir com um abraço apertado e um beijo de paixão e vontade.
Entrarão no carro e o resto do dia será maravilhoso.
Aqui não falo sobre fatos isolados que destroem e acabam com tudo instantaneamente como um tiro na testa , mas sim de vários detalhes que se vistos ao longo da linha do tempo se tornaram um estilo de vida do casal, o mais comum.
O estopim que estoura e causa o fim de um relacionamento pôde ter sido acompanhado de um gatilho puxado há muito tempo antes de tudo piorar irreversivelmente, e infelizmente quando nos damos conta não há mais como voltar atrás. E ficamos nos perguntando o que aconteceu.
Achar que o outro está com você somente pelo o que você é, é se considerar auto-suficiente e crente da própria perfeição, ou ainda da incapacidade do outro e este tipo de pensamento nos leva ao comodismo e à falta de vontade de melhorar. E a falta de desejo pela perfeição é o inicio do fim para muitos que se achavam eternos.
As atitudes representam o melhor e o pior de cada pessoa, e é pelas atitudes que podemos mostrar o nosso interesse na vida do outro, no desejo do outro, nos ares do outro, na capacidade de nos entregarmos ao outro de forma que a felicidade possa ser compartilhada ao longo do caminho.
Os detalhes fazem toda a diferença entre ele ou ela querer o outro pelo resto da vida ou apenas deixar que as coisas tomem suas direções sozinhas.
Aí vai dizer: ' - Infelizmente foi assim '
Aí vai dizer: ' - Infelizmente foi assim '
Obs.: A partir deste post volto a usar somente imagens e fotos de minha autoria.




